Podemos dizer que para realizar a escolha profissional de forma madura e responsável é importante que nos atentemos a alguns fatores, como o conhecimento mínimo sobre o curso pretendido (o que se estuda, onde se pode atuar, qual a média salarial, etc.), o autoconhecimento (as aptidões, os interesses e as habilidades) e as influencias (as tendências, os amigos, a família, etc.).
Se não bastasse tantos elementos para se equacionar neste momento de decisão, chamo a atenção para mais um, que, apesar de ter um peso diferenciado dos demais, se faz tão importante quanto eles. Que seria a responsabilidade do indivíduo enquanto profissional para com a sociedade em que vive.
Não podemos nos furtar da observação crítica das disparidades socioeconômicas que atualmente se estabelecem aos nossos olhos. Na forma de estruturação e organização da nossa sociedade, podemos e devemos intervir nesta realidade contribuindo com práticas tanto assistenciais, quanto de empoderamento e de viabilização de condições de acesso a direitos em prol da grande parcela da sociedade que hoje não tem acesso, apesar de ter necessidade, ao que muitas profissões oferecem. É fazer de nossa profissão ferrmenta. É alcançar a cada um levando o conhecimento que tivemos a oportunidade de adiquirir no processo de formação profissional.
É pensando nisso que lhe convido a também pensar, tanto no momento da decisão profissional, quanto posteriormente, em como e quanto podemos ser efetivos, enquanto profissionais, empreendendo ações que tenham como foco a grande parcela socioeconomicamente desfavorecida da sociedade.

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